História das LE no Brasil

•setembro 27, 2010 • Deixe um comentário

Seguem as intruções para o Seminário.

Aqui vocês podem baixar o texto base para o Seminário.

Serão cinco grupos, assim divididos de acordo com o material.

1 – Brasil colônia e Império (1500-1889) – 01/10

2 – 1a República e 2a República (1889-1937) – 01/10

3 – O Estado Novo e a República Populista (1937-1964) -08/10

4 – Período Militar (1964-1985) -08/10

5 – Período Pós-Militar (1985 -) – 15/10

a) Vocês dividem os grupos, desde que sejam cinco;
b) Vocês decidem a ordem de apresentação;
c) Decidos os grupos e a ordem, passem-me um e-mail me comunicando;
d) Todo mundo deve ler tudo. O grupo vai apenas sistematizar o conteúdo;
d) A apresentação deve seguir a seguinte estrutura:
– Contexto histórico e político
– A legislação educacional
– As línguas estrangeiras na legislação

Vou levar computador e datashow para todas as aulas. Quem tiver apresentação em PPT leve no pendrive.

A decision-making framework…

•agosto 29, 2010 • 7 Comentários

Aqui estão os links para o texto-base dessa semana. Nele, o autor vai apontar os componentes da elaboração de um planejamento de um curso de línguas. Seguem também perguntas para ajudar na leitura. Mãos à obra!

Download do texto-base.
Download das perguntas.

Ensino de Línguas e Ética – 01/2010/02

•agosto 20, 2010 • 5 Comentários

Dentre as coisas boas que ganhamos na busca incessante pelo conhecimento estão os galhos de novas informações que se nos apresentam quando exploramos uma árvore, se me faço claro pela metáfora. É como navegar na Internet, pulando de link em link, sorvido em um mar de idéias prontas para serem vistas, digeridas, processadas e arquivadas em nossa memória, fazendo a partir daí parte de nós, nos transformando a seu modo.

Em uma viagem às leituras sobre Análise do Discurso, deparei-me com várias placas indicando a direção da cidade da filosofia, com suas ruelas epistemológicas.  Parece cada vez mais que esta é uma cidade essencial na geografia do conhecimento. Um caminho sempre necessário, passagem obrigatória de um lugar ao outro.

Lendo então, sempre lendo, resolvi ler um pouco sobre Ética. Buscando relacionamentos, comecei a procurar reverberações entre Ética e Ensino. Mas como coser tais coisas tão amplas? Onde se tocam? Como se sustentam? Na verdade, não tenho resposta pronta. Eu, inclusive, duvido da existência de tal coisa.  Qualquer resposta não é útil para além do momento histórico em que surgiu e para o qual se apresenta. Entretanto, venho através desse ensaio levantar algumas questões de senso comum dentro do magistério, sabendo que o próprio magistério é já em si uma mistura de elementos diversos, incluindo aí sentimentos tão díspares como a ternura da figura paternal do mestre à raiva benéfica sobre a qual nos fala Paulo Freire, aquela raiva que nasce da indignação, nos faz agir e com a ação transformar.

O que aparecerão nesse texto são algumas pequenas reflexões, quase pretensiosas memórias de apenas vinte e três anos de magistério desse que vos escreve, sendo dezoito no magistério superior.

Em seu livro “Ética”, Adolfo Vasquez nos oferece um ponto de partida ao fornecer uma definição para ética. Diz ele: “Ética vem do grego ethos, que significa (…) ‘modo de ser’ ou ‘caráter’, enquanto forma de vida adquirida e conquistada pelo homem”. Começamos aqui: “Adquirida”. Ética se aprende. Aprende-se a aprender também. Ética, para nós aqui, é tanto um modus operandi quanto um modus vivendis.

O filósofo Kant, citado por Frankena num livro homônimo ao de Vasquez, sugere: “Aja apenas segundo uma máxima que você deseja ver transformada em lei universal”. Seguem, então, algumas das coisas que eu gostaria de ver transformadas em leis universais, grande parte coisas que aprendi na vivência e convivência com alunos e professores nesse percurso breve, mas já intenso. Não quero fazer aqui uma lista de do’s e don’t’s, do faça isso e não faça aquilo; não é esse o objetivo, nem tenho tal pretensão. Você, que me lê, pode ou não concordar com o que digo; são, afinal, princípios e creditemos pertinência ao princípio da identidade dos indiscerníveis, de Gottfried Wilhelm Leibniz, filósofo e matemático alemão: mesmo os indiscerníveis são diferentes.

Umas reflexões…

Comecemos imaginando uma estrela de cinco pontas, cada vértice representando um compromisso do professor:

Teçamos, pois, considerações sobre cada um desses compromissos do professor.

Como professor, seu primeiro compromisso é consigo mesmo. Se você escolheu essa profissão, jogue o jogo. Saiba que você não será um milionário. Um em um milhão escreve um livro que vende como o Interchange… Mas é isso que você quer? Então vá em frente. A despeito do discurso depreciativo que ganha corpo cada vez mais – e que eu repilo veementemente –, é possível levar uma vida digna dentro do magistério, sendo competente, sendo um profissional diferenciado.

A competência do professor passa por saber-se incompleto. Saber que é necessário planejar, preparar sua aula. Nada é tão frustrante para um aluno quanto perceber que o professor não preparou a aula na qual ambos estão investindo tempo e esforço. E quando me refiro a preparar aula, não quero tocar em extremos como, de um lado, não preparar nada absolutamente e, de outro, ler todos os manuais de professor e compêndios de didática. Ou ainda preparar planos de aula com as últimas novidades dos recursos computacionais ou com show de raios laser e duas dançarinas de boi batendo palminhas. Não. Preparar aulas é saber onde se quer chegar, como se vai chegar, pensar nas pedras do meio do caminho. Tem sempre uma pedra no meio do caminho, já diz Drummond. Portanto, não precisa escrever o plano minuciosamente e encaderná-lo em um caderno de capa folheada a ouro. Pode até fazer isso, se quiser e se sentir mais confortável, mas não vejo como condição sine qua non. De que adianta escrever seu plano de aula num papel e deixá-lo amarelar com o tempo? De que adianta fazê-lo somente para preencher uma necessidade burocrática? Nem o mais meticuloso ser humano, com toda a descrição do mecanismo dos vôos dos pássaros no papel, levanta vôo. Use a técnica do teatro mental e antecipe sua aula na mente. Veja-se como ator no palco da sala de aula. E encene a peça.

Ponto dois: exerça a autocrítica. Cobre de si mesmo e, às vezes, ria de si mesmo. Você deve aceitar sua característica humana do erro. Ninguém é perfeito, já diz a perfeita e original frase. Portanto, se algo não deu certo, não foi como você planejou, relaxe e goste. Goste da oportunidade que lhe foi dada de crescer profissionalmente. Goste da oportunidade de aprender com o joelho ralado da queda.

Outra coisa: respeite-se como profissional, para que os outros também o façam. Nada mais triste do que um professor ajudando a propagar a já tão batida desvalorização da categoria, da qual já falei e a qual, repito, repilo.

Ter compromisso consigo, enquanto profissional, leva necessariamente a pensar no seu compromisso com os seus colegas professores. E essa é a segunda ponta da estrela.

No relacionamento com seus pares (às vezes, certamente, alguns ímpares…), demonstrar humildade científica faz mais bem do que caldo de galinha. E o que é ser humilde? Ninguém é dono de um assunto, ninguém é o senhor absoluto de uma área do conhecimento. Não há ser capaz de dizer que sabe tudo de algo. Então, pergunte quando não souber; responda se souber, mas não seja sobranceiro, como eu fui agora ao dizer sobranceiro em vez de arrogante.

Em um mundo volátil de Internet e redes, a autoria é algo que começa a ter sua dimensão apagada. Assim, dê crédito a quem de direito. No mundo acadêmico, autor é aquele que publica, que fecha uma obra, uma idéia, e a torna pública. Não furte idéias, achando que ninguém descobrirá. Irão descobrir. Cite, agradeça a contribuição de alguém que ralou para chegar a um dado. O que custa? As pessoas chegam aonde chegam por mérito, salvo raras e horrorosas exceções. Essa reflexão nos leva ao ponto seguinte.

Respeite as conquistas alheias. A inveja, dizem, é uma herda. Passa de pai para filho, herdada. Cuidado. Em vez de gastar suas energias em lamúrias sobre o sucesso e respeito profissional adquirido por um colega, tome tenência e concentre suas energias para a busca de um objetivo seu, um objetivo que vá sempre além do já alcançado. E trabalhe para isso. O sol nasce para todos, prega outro ditado. Se alguém é doutor, fez por merecê-lo, nos diz o bom senso. Respeite-o por seu percurso. Mas se alguém não é doutor, respeite-o igualmente, nos diz a educação. Respeite-o por sua humanidade. Não misture respeito acadêmico com respeito pessoal. Não são excludentes, mas complementares. Com bom trato consegue-se tudo. Inclusive em momentos em que a crítica se faz necessária.

Criticar é algo positivo. Mas quando feito honesta e diretamente ao criticado. Seja franco. Se você tiver algo a dizer sobre seu companheiro de profissão, que ele seja o primeiro a saber, seja positivo ou negativo o teor de sua comunicação. Elogie em público e critique em particular. É o que está em todos os manuais de gerenciamento de recursos humanos dizem. É o que o bom senso grita. Afinal de contas, somos todos adultos, responsáveis,  conseqüentes e pertencemos a mesma classe profissional.

Por falar nisso, participe de sua associação de classe. Se não gosta de participar ativamente, pelo menos não se omita ativamente: respeite as decisões da maioria. Democracia de conveniência é igual à fidelidade de conveniência. Só vale quando é para me beneficiar. Aí é complicado.

Paulo Freire, sempre presente e atual, diz que não há docência sem discência. No terceiro vértice de nossa estrela estão os alunos.

Alunos são pessoas e, como pessoas, possuem direitos. Respeite as diferenças individuais, as diferentes estratégias de aprendizado, os diversos mundos. Respeite seus saberes, seus valores. Respeite suas fortalezas e fragilidades. Saiba que esse respeito às liberdades não abre a relação para uma licenciosidade, através da qual se pode tudo. Não. Deixe isso claro para seus alunos.

Lembre-se: o que eu queria de meu professor quando eu era aluno (será que deixamos de sê-lo?)? Eu sempre quis ter o direito de saber o que estava fazendo e por que o fazia. Ter a sensação de fazer algo com um fim. Não negue isso a seus alunos. Eles se sentirão muito mais confortáveis. Saiba que no processo educacional joga-se frescobol e não tênis. O barato é fazer o outro pegar a bolinha e não tirá-la de seu campo de alcance.

Os alunos também fazem parte do processo de avaliação tanto quanto o professor. Eles têm direito a um feedback, ou uma retroalimentação, para usar um termo para acalmar os que tem ataques epiléticos disparado por estrangeirismos…Mas é preciso saber o que foi bom, o que não foi, o que pode melhorar. Responda. Assim se dá o contínuo processo pedagógico dialógico, em espiral.

Toda profissão traz consigo ônus e bônus. Às vezes, por ossos do ofício, temos acesso à informação confidencial e pessoal sobre os alunos. Informação adquirida no exercício do cargo deve ser respeitada em respeito à privacidade do ser humano. Se há um lado sacerdote no magistério – certamente não deve ser o financeiro – é esse: segredo de confissão. Saiba ser discreto quando necessário.

A relação professor-aluno é uma relação de natureza privilegiada. É necessário reconhecer isso e rejeitar explorar essa relação com fins de vantagens, sejam elas quais forem, seja para que lado for.

Na avaliação dos alunos, o que deve estar em jogo é uma avaliação baseada em suas capacidades demonstradas e não em suas personalidades extrovertidas ou nos seus belos olhos azuis.  Isso é um princípio fundamental de medidas educacionais. O que não impede que professores e alunos saiam juntos para curtir o aniversário da Rubervânia.

O bom senso deve dominar as atitudes de professores. Ensinar exige bom senso. É ele que nos dirá quando devemos recusar presentes, favores ou quaisquer tipos de compensação que possam influenciar ou parecer influenciar decisões ou atitudes profissionais. É ele que nos fará perceber se o receber de uma lembrança no dia dos professores ou mesmo sem motivo aparente significa ou não um processo de aliciamento acadêmico.

A relação professor-aluno é uma relação humana e como uma relação humana é cheia de surpresas e armadilhas.  Manter uma relação apropriada com os alunos, não encorajando, não insinuando e não se envolvendo afetiva ou sexualmente com os alunos dentro do ambiente escolar é evitar problemas de conflito de interesses entre performance acadêmica e comprometimento afetivo. Se isso for inevitável, como só as verdadeiras paixões são, tente separar claramente os limites. Mas saiba de antemão que é uma tarefa árdua. A vida chega e não pede licença, no entanto, como me disse um dia minha orientadora no doutorado. Se dela faz parte viver um grande amor iniciado em uma troca conspiradora de olhares, então, que se viva plenamente, sabendo, de novo, usar o amigo bom senso.

O local de trabalho se nos apresenta como a quarta ponta da nossa estrela ética.

Respeite-o. Em todos os lugares há limites até onde podemos ir, e por causa deles, há transgressões. Jamais se queixe de algo que não lhe agrada em seu ambiente de trabalho para seus alunos de forma depreciativa. Você é o representante direto do seu local de trabalho. É a vitrine pela qual seus alunos enxergam sua instituição de ensino. Queixe-se a seu superior, o que não implica em desrespeitar hierarquias. Muito pelo contrário. É esse o canal direto. Se tiver insatisfeito e não for um romântico idealista, como eu, caia fora. Caso contrário, continue tentando. Se o superior não resolver, vá ao superior do superior. E assim sucessivamente. Quando não houver mais ninguém, olhe para cima e reze para Deus, pedindo que resolva sua insatisfação. Às vezes, só ele… Enfim, lembre-se de que você é a escola onde você trabalha. E lembre de lembrar a escola disso também.

É prerrogativa do professor usar os recursos materiais disponíveis, ainda que por vezes insuficientes, para com eles prover um ambiente de ensino mais agradável. Respeitar o material, só o retirando de seu lugar com a devida autorização, é ter e permitir que se tenha esse material quando dele precisar.

Ainda em relação ao seu local de trabalho, assine contratos de boa-fé. Não abandone suas obrigações profissionais sem um motivo plausível. “Termine o que você começou” é um conselho de antanho que continua jovial. O compromisso com seus alunos deve, em princípio, ser mais importante do que uma picuinha mal resolvida com seu chefe ou alguém em posição administrativa.

Por vezes, professores assumem posições administrativas. Quando em função administrativa, lembre-se de ser justo, consistente e prudente no exercício da autoridade em relação a colegas, subordinados, alunos e pais. Procure avaliar o trabalho dos demais professores segundo os procedimentos estabelecidos para este fim. Não seja carrasco nem leniente. Assuma autoridade sem autoritarismo. É possível. Em cargos administrativos, ou não, proteja os direitos das pessoas, sem retaliações, coações ou intimidações. O autoritarismo, no fundo, é a insegurança dos medrosos.

Na posição de coordenadores ou chefes de departamento, ainda, somos chamados algumas vezes para recomendar ou indicar um professor. Indubitavelmente tal ação deve ter como parâmetro suas qualificações profissionais e não amizade, simpatia, o modo de sorrir, de vestir, de olhar ou de comer cachorro-quente. Seja objetivo com os critérios objetivos que a situação demanda, sem esquecer que nessa objetividade já há necessariamente sempre um quê de subjetividade envolvida.

Por último, o compromisso com a profissão de professor.

Não canse de ler. Não desista de aprender. Leia, leia e, se tiver um tempinho sobrando, leia. Um bom professor é sempre bem informado, tanto na sua área como em outras. Um bom professor é aquele que tem excesso de visão, que sabe bem mais do que aquilo que se espera dele. Buscar o conhecimento e desenvolvimento na prática da profissão é reconhecer o papel de eterno aprendiz do professor, de sua incompletude de ser humano. Almejar sempre um degrau superior deve ser objetivo incessante. O professor que se diz completo tende a ser arrogante e ficar anacrônico, se perder no tempo da vida, tão rápido e dinâmico, ficar relegado ao porão da memória.

Por fim, trabalhar pelo respeito à sua profissão é trabalhar pelo respeito a si próprio. Jamais a deprecie jocosamente para seus alunos. Bato na minha já desgastada tecla: ser professor é ser um profissional, que merece respeito, salário digno, condições de trabalho decente como qualquer outro profissional.

Para finalizar, podemos dizer que a ética profissional pode ser vista como um conjunto de valores intrínsecos que, como os valores religiosos e familiares, regem a boa convivência entre as pessoas em determinado ambiente, no caso o de trabalho, e possibilita ao ser humano desenvolver seu senso de gregarismo, desenvolvendo-se e aprimorando-se como sujeito social.

Não há punição para a quebra de preceitos éticos, afora o pesar moral do sujeito. Se essas cinco pontas foram observadas como fundamentais na prática profissional, a estrela de professor vai acender, brilhar e deixar sua marca. Mas não esqueça que o verdadeiro brilho, pelo menos na nossa área de trabalho, não ofusca jamais ninguém. Aquece sem queimar, camonianamente arde sem se ver. Conforta sem sufocar. Nesses paradoxos todos é que se encontra a boniteza do ato de ensinar. É essa boniteza que me faz querer continuar fazendo isso por mais dezesseis, vinte e seis, trinta e seis anos. Enquanto minha mão puder segurar um pincel, versão atualizada e menos poética do giz. Enquanto minha voz insistir em ser entendida, mesmo dissonante por vezes.

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Virtualização

•agosto 20, 2010 • 3 Comentários

Turma de Metodologia II, de 2010/02. Vamos fazer a experiência da virtualização. Vai funcionar assim: começo da semana eu posto o material de referência e as tarefas referentes a ele. A partir da postagem do material, começamos a interagir com os comentários aqui pra cadea post. Nosso contato será feito também  pelo e-mail met2010@sergiofreire.com.br. Qualquer mensagem escrita para este e-mail será recebida por todos. Assim, tiramos dúvidas e trocamos ideias sobre o material. Na sexta, eu publico um post aqui resumindo tudo. A avaliação continua em aberto. Vamos definir melhor como será feita. Depois, essa nossa experiência será relatada e publicada em um artigo acadêmico. Vamos ver os prós e contras. Conto com vocês. Obrigado. SF.

Plano de Curso

•agosto 20, 2010 • Deixe um comentário

Faça o download do Plano de Curso da disciplina Metodologia do Ensino da Língua Inglesa II.

Começando Metodologia II

•agosto 19, 2010 • 1 Comentário

Olha nós aqui de novo… começando a atualizar…

CBLT

•junho 24, 2009 • 2 Comentários

Competency-based Language Teaching(CBLT)

[posted by Adrienne]

Background

O “Competency-Based Education (CBE) em contraste com a maioria dos métodos que prioriza os ‘inputs’ no desenvolvimento educacional, foca nos ‘outputs’ para o mesmo processo. Isso porque os outcomes (ou outputs) são um ponto central nas perspectivas de competências. Ele se destina para situações em que o aprendizado de algo em específico seja necessário para determinada situação. O CBE surgiu nos Estados Unidos nos anos 70 e os seus princípios foram aplicados para o ensino de línguas, fazendo surgir já no final da mesma década o Competency-Based Language Teaching (CBLT), o método de ensino pelo qual a língua se desenvolve através de pequenas partes, chamadas competências.

Approach

  • Theory of Language:

A língua é um meio de comunicação entre pessoas para alcançar propósitos e objetivos específicos. Ou seja, a língua é vista como algo essencialmente funcional.

  • Theory of Learning:

O CBLT adota a abordagem de “mosaico”, em que a língua, tida como o “todo”, é constituída de partes menores, chamadas de competências.

Design

  • Objectives:

O objetivo é habilitar os alunos a se tornarem indivíduos autônomos capazes de desenvolverem competências para saber lidar com as situações mais diversas que o mundo apresenta.

  • Syllabus:

Como a língua passa a ter um papel funcional, o que se ensina aos alunos são somente as formas e habilidades lingüísticas exigidas pelas situações em que elas serão usadas. Não é dado ênfase no que se sabe sobre a língua, mas em como fazer uso dela para situações específicas.

  • Learning activities:

As atividades são práticas. A ênfase nesse método é o que os alunos podem fazer com a língua, não o que se sabe sobre a mesma, ou seja, é através do que se chama de “tasks” ou “performance” que esse método se desenvolve.

  • Learner’s role:

Como nesse caso, língua é considerada como função, o papel dos alunos é desenvolver as competências que lhe foram ensinadas.

  • Teacher’s role:

Como o aluno precisa desenvolver a competência que lhe foi dada, o professor é justamente a pessoa que provê aquilo que ele tem de desenvolver, apresentando-lhe cada uma das partes do “mosaico” – competências – para as mais diversas situações.

  • Material:

Em se tratando de competências para diferentes situações, não existe um material específico. Qualquer material que esteja de acordo com os “tasks”, pode ser utilizado.

Procedure:

Como se trata de língua como função, é preciso primeiro definir qual a competência, qual a função da língua que deve ser desenvolvida. Em seguida, é preciso providenciar, desenvolver  os “tasks” para alcançar os objetivos propostos.

Conclusion:

Apesar da boa aceitação que o método teve, houve ainda algumas duras críticas práticas e filosóficas, que diziam respeito a não validade dos procedimentos adotados, à redução de algo tão complexo como a língua a pequenas partes e também ao fato de os alunos se limitarem a certas formas de adquirir conhecimento quando, segundo Paulo Freire, eles devem ter contato com várias maneiras de aprender para que o êxito na aprendizagem seja maior. Entretanto, o CBLT parece ter ganhado cada vez mais força política, pois conforme o mundo se moderniza, há uma necessidade muito grande pela rapidez, pelo aprendizado imediato e específico.