Neurolinguistic Programming (15/05)

NEUROLINGUISTIC PROGRAMMING

Conceito

Programação Neurolinguística é um conjunto de técnicas de comunicação em geral, uma vez que foi desenvolvido com nenhuma relação a aplicação do ensino de línguas.

Histórico

Programação Neurolinguística refere-se a uma filosofia de treinamento e um conjunto de técnicas para treinamento primeiramente desenvolvidos por John Grindler e Richard Bandler em meados dos anos 70 como uma forma alternativa de terapia. Grindler e Bandler desenvolveram a PNL como uma série de técnicas que os terapeutas poderiam fazer uso na construção do relacionamento com clientes, juntando informações sobre seus pontos de vistas interno e externo do mundo e ajudá-los a atingir seus objetivos  e, com isso, obter uma mudança pessoal.

Teoria da Linguagem

PNL carece de elementos básicos da educação de línguas e nada está relacionada a teoria e ou a pesquisas em Neurolinguística nem a teoria de comunicação da Lingüística. O termo neuro refere-se às crenças sobre o cérebro e seu funcionamento e a como experimentamos o mundo através de processos neurológicos. Por outro lado, o termo lingüística refere-se a como a forma que usamos a linguagem modela, e também reflete, nossas experiências de mundo. Finalmente, o termo programação refere-se ao auto treinamento dos atos de pensar, falar, e agir de maneiras novas e positivas a fim de libertar nosso potencial e alcançar os níveis de realização que sonhamos previamente.

Teoria de Aprendizado

O aprendizado de línguas está ligado a padrões observáveis de pensamentos e comportamentos. A apreensão de comportamentos eficazes  é visto como um ponto de habilidade no processo de aprendizagem. O ato de aprender  vai de estágios controlados ao automático, como uma computador. A PNL prega que se uma pessoa consegue fazer algo então é possível que se modele o mesmo e o ensine a outros como fazê-lo. A modelagem de performances de sucesso leva a excelência.

Objetivos

Não há objetivos explícitos no que diz respeito ao aprendizado de línguas, no entanto, podemos relacionar alguns pontos. A PNL prega que saber precisamente o que se quer ajuda no processo de conquista do que se busca. Logo, podemos inferir que se os alunos possuírem language awareness estarão melhor preparados para aprender. Um segundo ponto importante é o relacionamento entre os participantes do processo de ensino-aprendizagem. A PNL afirma que maximizar as semelhanças e minimizar as diferenças entre as pessoas é essencial para a comunicação efetiva. Relacionando ao ensino de línguas, podemos inferir que quanto menor o filtro afetivo, melhor o relacionamento de sala de aula e, conseqüentemente, o aprendizado. Em terceiro lugar, a acuidade sensória serve como ferramenta eficaz no ato de aprender, uma vez que percebendo o que outra pessoa pretende comunicar, verbal ou não verbalmente facilita o aprendizado de línguas. Por fim, os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem devem ser resilientes no sentido de que se algo não está dando resultado, pode-se tentar fazê-lo de maneira diferente. Em síntese, os objetivos da PNL constituem-se de definir objetivos concisos, maximizar semelhanças e minimizar diferenças, fazer uso dos sentidos a fim de melhorar o ato de comunicar e aprender e ser flexível, no intuito de exercitar diferentes habilidades, adaptar-se a mudanças ou a descobrir novos caminhos para uma melhor comunicação ou aprendizado.

Currículo

Não há currículo específico, entretanto, podemos concluir que a PNL sugere a organização dos conteúdo em seqüência gradual, do nível mais elementar ao proficiente.

Tipos de Atividades

Não há um conjunto de atividades específicas mas uma vez que modelar é palavra-chave na PNL pode-se sugerir atividades como drills, role-plays, repetições e quaisquer outras atividades que envolvam modelar a produção dos alunos. Já que PNL objetiva a acuidade sensorial, atividades que envolvam as habilidades de ouvir, falar, ler e escrever devem ser estimuladas no mesmo grau. Fazer uso também de outras sensações como cheirar e degustar, por exemplo, acrescem no ato de aprender uma vez que “Mente e corpo estão interconectados: Eles são partes do mesmo sistema e um afeta o outro”. Em síntese, as atividades devem modelar o aluno de modo que ele atinja a excelência nas quatro habilidades,  integrando comunicação verbal e não-verbal de sala de aula.

Papel do Aluno

Espera-se que os alunos encontrem modelos de sucesso para aquela pessoa que eles estão se empenhando em se tornar e façam uso de estratégias para alcançar seus objetivos. O papel do aluno é ativo e ele é também responsável pelo seu aprendizado. O aluno é o centro do processo.

Papel do Professor

Espera-se que os professores modelem suas formas de ensino baseados em outros professores que eles mais admiram. Os professores devem também estimular estratégias que sejam benéficas para o aprendizado dos alunos e estes devem ser estimulados a compartilhá-las.

Materiais

Não há material específico. “Os recursos que precisamos estão em nós”.

Procedimentos

Os princípios da PNL podem ser aplicados em todos os aspectos da linguagem. Os treze princípios criados por Revell e Norman (1997) podem ser aplicados independentemente do método usado pelo professor. São eles:

  1. Mente e corpo estão interconectados:  Eles são partes do mesmo sistema e um afeta o outro.
  2. O mapa não é o território¹: Nós todos temos diferentes mapas do mundo.
  3. Não há fracasso, apenas feedback… e uma renovada oportunidade para o sucesso.
  4. O mapa se torna o território: O que você acredita ser verdadeiro ou é verdadeiro ou se tornará verdadeiro.
  5. Saber o que você quer ajuda a consegui-lo.
  6. Os recursos que precisamos estão em nós.
  7. Comunicação é tão verbal quanto não verbal.
  8. A mente inconsciente é benevolente.
  9. Comunicação é tão consciente quanto inconsciente.

10.  Todo comportamento tem intenção positiva.

11.  O valor da comunicação é a resposta obtida.

12.  Modelar comportamentos excelentes leva a excelência.

13.  Em qualquer sistema, o elemento com maior flexibilidade terá a maior influência neste sistema.

Conclusão

A PNL não é um método de ensino e sim uma filosofia humanística e uma série de crenças e sugestões baseadas em psicologia popular, criadas para convencer as pessoas que elas tem o poder de controlar suas vidas e a de outras pessoas para o bem, sugerindo receitas práticas de como alcançar isto.

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¹ Foi Alfred Korzybski, criador da Semântica Geral, que cunhou a frase “o mapa não é o território,” um dos princípios fundamentais da PNL. A filosofia da linguagem de Korzybski foi uma das principais influências no desenvolvimento inicial da PNL, especialmente o Metamodelo. Seu trabalho na área da semântica, combinado com a teoria sintática da gramática transformacional de Chomsky, forma em grande parte o núcleo do aspecto “lingüístico” da Programação Neurolingüística. O principal trabalho de Korzybski, Science and Sanity (1933), afirma que o progresso humano é, em grande parte, resultado do seu sistema nervoso mais flexível, que é capaz de formar ou usar representações simbólicas, ou mapas. A linguagem, por exemplo, é um tipo de mapa ou modelo do mundo que nos permite resumir ou generalizar as nossas experiências e passá-las para os outros, poupando-os de fazerem os mesmos erros ou reinventar o que já foi descoberto. Essa capacidade de generalização lingüística dos humanos, Korzybski argumentava, é responsável pelo nosso enorme progresso sobre os animais, mas a divergência e o uso errado de tais mecanismos simbólicos foram também responsáveis por muitos dos nossos problemas. Ele sugeria que os humanos precisavam ser corretamente treinados no uso da linguagem para evitar os desnecessários conflitos e confusões que resultam da confusão entre o ‘mapa’ com o ‘território.’ Fonte: http://www.golfinho.com.br/diversos/biografias/alfred_korzybski.htm.

Almas presentes em  preto, ausentes em cinza: Adrienne, Ana Luiza, Ana Patricia, Andrea, Anne, Bernardo, Bruna, Edison, Fabrini, Gisele, Iana, Igor, Izabela, Jonatas, Joyce, Julianna, Ketuly, Laila, Livia, Lucia, Milton, Priscila, Rhadyja, Shanay, Stefanie, Suelem.

~ por Sérgio Freire em maio 16, 2009.

6 Respostas to “Neurolinguistic Programming (15/05)”

  1. vai ter resumo dessa aula?

    ps: nao sei se é coisa do meu pc eu ta vendo cinza, mas eu estava presente viu!? =P

  2. Hey, féssor…
    Posso fazer uma sugestão? Eu sei que não vai ser tão simbólico quanto a idéia do cinza e do preto, mas dá pra usar outra cor?
    Sei lá… alguns parecem ser cinza claro, outros cinza escuro, e eu nem sei direito…
    Ex: “Priscila, Rhadyja, Shanay” aí em cima… o Rhadyja parece ser um meio termo entre o preto da Pri e o meu cinza “claro”.
    Rola?

  3. PS: Também não sei se é coisa do meu pc…
    =P

  4. Livia é responsável pelo resumo!

  5. Livia me enviou hoje e será postado daqui a pouco!

  6. Obrigada, Laila, por postar por mim.
    Sorry for my tardiness.
    Ei, eu estava presente na aula, querido professor.
    Meu nome não deveria estar em preto?

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