The Lexical Approach (20/05)

[Posted by Ana Patricia]

LEXICAL APPROACH

1. BACKGROUND

A abordagem lexical no ensino de línguas prega que os blocos construídos de aprendizagem e comunicação não são gramática, funções, noções, ou qualquer outro tipo de unidade de planejamento e ensino, mas sim lexis, isto é palavras e combinações de palavras. Desta forma, pode-se dizer que o lexis, o vocabulário é o papel central desta abordagem.

Esta abordagem acredita na centralização do léxico nas estruturas da língua, no aprendizado da língua, no uso da mesma, e, em particular, nos “chunks”(1) (unidade lexicais de multiplavras) que são aprendidos e usados como itens singulares.

A lingüística formal transformacional/generativo foca sua atenção no léxico e na forma como o léxico é formado, codificado e organizado. Contudo, nem sempre foi assim, pois antes seu foco era voltado à sintaxe. Essa mudança de foco pode ser vista na atitude do pai dos estudos contemporâneos de sintaxe, Chomsky, que adotou uma posição “lexicon-is-prime” em sua Teoria Lingüística Minimalista.

O papel das unidades lexicais tem se destacado em pesquisas relacionadas tanto a aquisição da primeira quanto da segunda língua. Muitas abordagens têm sido propostas a adotar o vocabulário e o léxico como foco. Outro fator que valorizou a abordagem lexical foi o avanço dos estudos de língua através do computador (computer-based studies of language), que proveu um enorme banco de dados acessível à classe para a aquisição e instrução lexical.

Esses estudos (computer-based studies of language) têm se focado nas colocações (2) dos itens lexicais e das unidades múltiplas de palavra. Por conseguinte, textos e muitos outros recursos computadorizados tornaram-se acessíveis para o auxilio na organização e no ensino do léxico.

2. APPROACH

2.1.Teoria da língua

Diferente da teoria de Chomsky, que enfatizava a capacidade dos falantes de criar e interpretar frases nunca ouvidas anteriormente, a abordagem lexical acredita que “chunks”(1) ou padrões memorizados, assim como as colocações(2) aumentam a proporção de um alargamento fluente dos discursos ouvidos no dia-a-dia. Isto é, para você ser realmente fluente em uma língua você deve conhecer suas particularidades, suas colocações de acordo com situações diversas. Temos como exemplos de particularidade as seguintes colocações (2):

Do                my hair/the cooking/the laundry/my work

Make            my bed/a promise/coffee/a meal

Há também a ocorrência de muitas outras unidades lexicais na língua, como por exemplo:

(1). Alargamento fluente do discurso ouvido em conversas diárias.

(2). A ocorrência regular de algumas palavras juntas.

Binomials: Back to front, clean and tidy.

Trinomials: cool, calm and collected.

Idioms: dead drunk, to run up a bill

Similes: as old as the hills.

Connectives:  finally, to conclude.

Conversational gambits:  Guess what!

2.2.Teoria do ensino

De acordo com Krashen, devido ao enorme número de frases a serem absorvidas, a única forma eficaz para o aprendizado dos “chunks” e das colocações é uma grande quantidade de “language input” (3), principalmente através da leitura.

Outros estudiosos propõem, também, a transformação da sala de aula em um laboratório onde os estudantes podem explorar, através do banco de dados sobre concordância nos computadores, os contextos do uso lexical que ocorre em diferentes tipos de textos e dados da língua.

3. DESIGN

3.1.Objetivos

Absorção de grande quantidade de “language input”, ou seja, as frases, “chunks” e colocações freqüentes na língua alvo. E torna o “input” em “intake”(4) através da percepção das semelhanças, diferenças, restrições e exemplo das particularidades da língua alvo.

Apresentar a forma como as palavras realmente se comportam no uso textual autêntico.

3.2. Syllabus

De acordo com Willis, a análise de textos computadorizado COBUILD indica que as 700 palavras mais freqüentes no Inglês se encontram em cerca de 70% de todo o texto em inglês. Contudo, ele enfatiza que o syllabus lexical não apenas inclui um syllabus estrutural, mas também indica como as estruturas que formam os syllabus são exemplificadas.

3.3.Tipos de atividade

Comparações, exemplificações, classificação e generalizaçao são alguns dos tipos de atividade. Assim como a acumulação de exemplos de onde os alunos fazem generalizações temporárias.

Distinção das frases lexicais como interações sociais, meio de discurso também são eficazes atividades na abordagem lexical.

Analise contrastiva das colocações lexicais e a concordância com o real uso do “lexis”.

(3). Uma forma de interiorização, de absorção.

(4). O ato de tornar legitimo o aprendizado; realmente absorver a informação e torná-la permanente.

3.4. Papel do professor

Entender e gerenciar uma metodologia baseada em estágios compostos de Tarefas, Planejamento e Considerações.

Criar um ambiente adequado para a eficaz operação dos alunos e ajudá-los a administrar seus próprios aprendizados. Desta forma, o professor deve abandonar a idéia de “portador absoluto do conhecido”, de conhecedor e se concentrar na idéia do aluno como “descobridor”.

Organizar o sistema tecnológico e prover suporte aos estudantes, afim de ajudá-los a construir autonomia no uso do sistema.

3.5.Papel do aluno

Analista de dados que constrói sua própria generalização lingüística baseada no exame de grande quantidade de amostras de linguagem provenientes da “vida real”.

3.6. Papel do material de instrução

Os materiais são pelo menos quatro:

Tipo 1: pacotes completos de curso, como o Curso de Inglês Collins COBUILD.

Tipo 2: coleções de atividades sobre o ensino de vocabulário.

Tipo 3: versões impressas da corpora(5) de colocações em formato de texto.

Tipo 4: programas de software sobre concordância e setores de dados.

4. PROCEDURE

O procedimento, método varia dependendo de qual dos quarto tipos de material e atividade está sendo aplicado. Contudo, de uma forma geral, pode-se dizer que o aluno deve se posicionar como um “analista de discurso” com relação aos dados da linguagem.

O procedimento em sala envolve o uso de atividade que dirige a atenção do aluno para as colocações lexicais, a procurar aumentar seu retenção e a usar as colocações. “Alunos são ensinados a ensinar a si mesmos”.

De acordo com Hill (2000), os procedimentos de aula envolvem:

  1. Ensino de colocações individuais.
  2. Fazer os alunos conscientes das colocações.
  3. Aumento do que os alunos já sabem através da adição de conhecimento sobre a restrição das colocações para algumas palavras conhecidas. Por exemplo: não se utiliza “make an exam”, há uma restrição para essa palavra que só pode ser usada junto aos verbos “take”, “pass”, “fail”, “retake”.
  4. Encorajar os alunos a terem um caderno lexical a fim de acumular colocações.

(5). Coleção de exemplos da linguagem: uma larga coleção de exemplos escritos e, algumas vezes, falados do uso da língua, empregado na análise lingüística.

~ por Sérgio Freire em maio 26, 2009.

Uma resposta to “The Lexical Approach (20/05)”

  1. se eu nao estou enganda é a Ana Patricia…

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