Whole Language – (06/05)

WHOLE LANGUAGE

[posted by Bernardo]

A teoria do “Whole Language” foi criada nos anos 80 por um grupo de educadores americanos para ajudar crianças aprenderem a ler, mas acabou se estendendo ao aprendizado de línguas estrangeiras. Esta teoria parte do princípio de que uma língua estrangeira deve ser ensinada como um todo, sem dividi-la em componentes como gramática e vocabulário, enfatizando que se deve aprender a ler e escrever de forma natural, da mesma forma como se aprende a língua nativa, e dando uma maior importância a atividades relevantes aos alunos.
Muito foi discutido se esta teoria é uma abordagem, um método, uma filosofia ou uma crença. Uma pesquisa mostra que o “Whole Language” é mais tratado como uma abordagem, porém cada professor implementa a teoria em sala de aula de acordo com a sua interpretação e com os seus tipos de alunos.

APPROACH
· Teoria de língua: A língua é vista por uma perspectiva interacional, ou seja, é tratada como um veículo de relações pessoais. Sempre é usada em um contexto social e aplicada em situações reais relevantes aos alunos.
· Teoria da aprendizagem: Há uma ênfase na autenticidade do aprendizado, pois, somente aplicando o que foi aprendido em uma situação real, o assunto ou tópico vai ser internalizado. O aprendizado no “Whole Language” tem que ser autentico, personalizado, direcionado pelo aluno e colaborativo. A experiência do aluno, suas necessidades, interesses e aspirações também são importantes.

DESIGN
· Objetivo: Aprender aplicando a língua em um contexto real.
· Syllabus/ Currículo: Sempre utilizar o que foi aprendido em situações reais. Conteúdo é organizado de acordo com as necessidades do aluno em se comunicar.
· Atividades: Leitura de textos reais, escrever para uma platéia real, usar textos produzidos pelos alunos e sempre interagir “writing”, “reading” e outras habilidades.
· Papel do aluno: Os alunos são colaboradores e avaliadores de seu próprio desempenho. Eles que escolhem o material a ser usado e as atividades a serem feitas.
· Papel do professor: Como é uma abordagem centrada no aluno, o papel do professor é diminuído. Ele é apenas um facilitador e um participante do processo de aprendizagem, e tem a responsabilidade de negociar com os alunos o plano de aula.
· Função dos Materiais: São usados materiais autênticos. Romances, jornais, storybooks, artigos e revistas. Também são usados os textos produzidos pelos próprios alunos.

PROCEDURES
É utilizado literatura e é feito muitas atividades de escrita. É encorajado um aprendizado coorporativo entre os alunos e há uma preocupação com a atitude do aluno. São feitas atividades individuais ou em pequenos grupos de “reading” e “writing”, uso de diálogos, produção de portfólios, conferencias, estórias e até livros.
Muitas atividades do “Whole Language” também são comuns em outras abordagens como no “Communicative Approach”. Talvez a única característica do “Whole Language” que não aparece na teoria comunicativa é o foco na literatura. Porém o que realmente difere o “Whole Language” não são suas atividades, mas sim sua filosofia de ensino e aprendizado que dá um novo significado e propósito a essas atividades.

~ por laiazevedo em maio 26, 2009.

Uma resposta to “Whole Language – (06/05)”

  1. certinho!

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